Paisagem
- Bruno Lara
- 19 de jan.
- 1 min de leitura
Minhas mãos suadas e frias
transpiram o arrepio
do palpitar de um aflito coração,
acuado e quente.
Seus vivos e inseguros olhares
translúcidos em minha frente
me fixam de forma eloquente.
Olhos seus
residem nos próprios olhos meus.
Olhos seus despertos
dos quais os meus
não se libertam.
Fora de ti
talvez não haja alternativa.
Talvez fora de ti até haja eu,
mas um eu parcial, um eu normal,
um eu qualquer,
sedento por conquistar
a paisagem-alvo do seu olhar.
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